A Aldeia Estelar nasceu de um chamado.
Um chamado profundo, daqueles que não se ouvem com os ouvidos, mas que ecoam na alma.
Foi Goura Nārāyan, mestre e guardião desta casa, quem o recebeu. Já trilhando o caminho das Sagradas Medicinas, ele sentiu que era hora de dar forma a um espaço onde o sagrado pudesse florescer e onde corações pudessem se reencontrar com sua essência divina.
Seguindo o fluxo desse chamado, Nārāyan partiu para o Terra Xamã, onde se colocou aos pés do conhecimento transmitido pelo mestre Akaiê Sramana. Ali, mergulhou nos estudos, nas práticas e nas tradições do Xamanismo Ancestral, preparando-se para sustentar a força e a responsabilidade de uma casa espiritual. Ao retornar, continuou seus mergulhos internos, pois sabia que antes de guiar outros, era preciso se aprofundar dentro de si.
E então, no dia 30 de janeiro de 2021, realizou-se a primeira ritualística da casa.
Na Força de Gaia, em um espaço simples, sem ainda ter nome, a medicina revelou a identidade desse novo ponto de ancoramento espiritual: Aldeia Estelar.
Tempos depois, Nārāyan compartilhou essa revelação com Madana Mohinī que, na época, era amiga e estudante de Xamanismo Ancestral e que, mais tarde, se tornaria uma das dirigentes da casa. Ele pediu que ela desenhasse a logo.
Mohinī, em sintonia com a espiritualidade da Aldeia Estelar, recebeu a visão: três tipis, as tendas cerimoniais sagradas do Xamanismo, lado a lado.
No simbolismo ancestral, o tipi é o ventre protetor que acolhe a comunidade, um espaço de encontro, reza e cura. As três tendas representariam as energias que sustentam toda existência:
• à esquerda, o sagrado feminino;
• à direita, o sagrado masculino;
• ao centro, a união dessas polaridades, a manifestação do Divino em equilíbrio.
Assim nasceu a identidade visual da Aldeia Estelar, carregando em sua forma a essência do que ela veio ser.
Desde o princípio, a Aldeia Estelar caminhou com o coração voltado para a comunidade. Além das cerimônias espirituais, sempre promoveu ações sociais e olhou com atenção para aqueles que a cercam, acreditando que o verdadeiro trabalho espiritual também se manifesta no cuidado com o próximo. A missão sempre foi clara: despertar o divino em cada ser que atravessasse suas portas.
Foi assim que surgiu o lema que até hoje nos guia:
“Sigamos sempre juntos, unidos pelo despertar de uma nova humanidade.”
Com o tempo, a Aldeia mudou de sede, ganhando um espaço maior, capaz de abrigar vivências mais profundas e receber mais corações. Ali, além das cerimônias, nasceram novas formas de serviço e estudo, até que se formou a Ordem Estelar, uma ordem iniciática voltada à formação de rezadores e guardiões das medicinas sagradas. Essa irmandade, presidida por Goura Nārāyan e Madana Mohinī, é hoje o pilar que sustenta todos os trabalhos da casa, preservando a força, a ética e a tradição.
A Aldeia Estelar segue crescendo, não como um espaço físico apenas, mas como um ponto de luz, de encontro e de comunhão.
Aqui, cada cerimônia é um portal para dentro.
Cada gesto é uma prece.
E cada pessoa que chega se torna parte viva desta constelação que chamamos de Aldeia Estelar!